Nada além de esconderijos.
Devagar perdeu o dom e a vontade de viver mentira. Morreu por dentro e ninguém podia fazer nada para ajuda-lo.
Coitado.
Um copo de whisky e dois dedos de gelo talvez pudessem.
Aceitou o fato, pisou firme no chão e caminhou só, até um daqueles lugares que todos temos. Aqueles lugares onde vamos pra ficarmos tristes sozinhos. Estranhamente o seu lugar era uma praça aonde verdadeiramente se sentia só e seguro pra ficar triste.
Ficar triste era seu hobby.
Dificilmente arrancava uma lembrança boa e verdadeira de seu peito.
Sua vida era uma mentira e sua casa era seu ultimo lar.
Quem tinha culpa de sua vida ser esse lixo tóxico emocional ?!
Ele tinha... Se culpava todos os dias. Por isso fingia estar tudo bem.
Pra não ficar pior do que já estava.
Serei franco e sutil pra afirmar: "Todos somos fingidos e hipócritas por aceitarmos essa vida que não queremos. O que caracteriza o 'cidadão' é isso."
Tenho ódio de cidadania. Tenho ódio de sociedade e de sistemas, pois neles todos nós somos prisioneiros de nossas próprias vidas.
Se eu pudesse trocaria 18 anos de vida por dois hectares de algum lugar fresco aonde não existisse capitalismo, gente comum e jornais regionais.
Trocaria o cheiro de fumaça de carro misturado com mentira de vida comun, por vento aromático de mato e poeira vermelha pra pintar meu rosto.
Viveria feliz, e deixaria de fingir.
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