quarta-feira, 19 de agosto de 2009

sometimes eu poemo

Sometimes a gente senta pra escrever sem nem ter o que escrever. As vezes a gente vive sem ter por que viver. As vezes a gente sonha com o que nunca se vai ter. As vezes a gente dorme tentando esquecer. As vezes a gente bebe pra não perecer. As vezes a gente esquece que tem que saber, que as atitudes é que nos formam.
Quem sabe um dia na beira do mar. Querias mas não podias. E quando sentia não via. Lembrava-se por mera conveniência. A vida quase já não tinha sentido. O texto quase não se encaixava. O tempo era como todo vago. E tem gente vazia por ai, por que hoje é terça.
No vago do texto descobriu, que vagar é a essência da liberdade. Pelo mais eclético dos meus “eus” é que “eu” me guio. E nas minhas boêmias já não há mais tanta euforia e afeto. Aos poucos se deu por morto. Aos muitos chorei por isso. Ao cair do relógio às 0 hora me lembro que não era bem assim. O banquinho de bar foi abandonado, trocado, por uma cadeira luxuosa e confortável. O choop se tornou apenas um singelo copo de café com leite. A vida mais uma vez não tem sentido. O brilho do sol reflete um pedaço qualquer de metal jogado aqui pelo quarto. Mas como saberia eu transmitir uma imagem tão linda por vias não informais, se sou eu apenas um rapaz latino americano acostumado com luas e estrelas. Na verdade eu já havia me esquecido do gosto da manhã. Assim como também me esqueço de seguir estilo de escrita. Misturar é uma saída. Queria misturar a noite com o dia. Jogar estrelas nesse lindo céu azul. Chamar a lua pra tomar um café da manhã comigo. Ou simplesmente me deleitar em álcool à plenas 8 e 30 da manhã.

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